Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Comunicações electrónicas: PT não investe em novas redes sem definição regulatória

No Diário Digital:

http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=3&id_news=95285

 

PT não investe em novas redes sem definição regulatória

O presidente da Portugal Telecom (PT) garantiu na noite de quarta-feira que a maior operadora portuguesa de telecomunicações não vai investir em redes de nova geração em Portugal enquanto se mantiver a indefinição do quadro regulatório.

 

Henrique Granadeiro, que esteve presente numa conferência organizada pelo Clube do Chiado, em Lisboa, disse que a indefinição do quadro regulatório quanto aos investimentos que considera necessários em redes de fibra óptica é uma questão, em primeiro lugar, da União Europeia (UE), e não só de Portugal.

 

«As necessidades das sociedades modernas estão acima da capacidade de oferta das redes clássicas [de telecomunicações]», afirma o presidente do conselho de administração e da comissão executiva da PT, sublinhando que já há produtos que requerem velocidades de 30 megabites por segundo (mbps), contra os actuais cerca de 22 mbps disponíveis.PT não investe em novas redes sem definição regulatória

O presidente da Portugal Telecom (PT) garantiu na noite de quarta-feira que a maior operadora portuguesa de telecomunicações não vai investir em redes de nova geração em Portugal enquanto se mantiver a indefinição do quadro regulatório.

 

Granadeiro deu como exemplos de solução os Estados Unidos da América (EUA), onde as novas redes de fibra óptica estão isentas de qualquer regulamentação (o dono da rede dispõe dela e pode vedá-la à concorrência), e o Japão, onde o Estado subsidia a operadora dominante, a NTT, para trocar a rede de cobre pela nova rede de fibra óptica.

 

Por outro lado, contrapõe-se a estes exemplos a situação da UE, onde «a regulação da fibra não [está] definida», onde se registam «diversas declarações contraditórias entre a Comissão Europeia e reguladores nacionais» e a «intervenção estatal [está] interdita [na subsidiação do investimento]».

 

«Uma não-decisão nesta matéria é pior do que uma [qualquer] decisão», afirmou Granadeiro, apontando que na Europa «existe um vazio».


publicado por MMP às 12:06
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