Terça-feira, 4 de Março de 2008

Energia: Gazprom cumpre. Ucrânia corta. E a Europa?

Putin, ainda Presidente, já tinha advertido. Agora cumpre-se. E o abastecimento energético à Europa colocado em questão. No Público em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1321556&idCanal=11:

Gazprom reduz em 50 por cento fornecimento de combustível ao país
Ucrânia ameaça cortar abastecimento de gás russo à Europa ocidental 
04.03.2008 - 15h53 Agências
A Ucrânia avisou hoje que poderá suspender a entrega de gás russo ao resto da Europa se a Gazprom insistir na redução do abastecimento de combustível ao país.

A empresa de gás ucraniana, Naftogaz, emitiu um comunicado avisando “que não poderá garantir o trânsito ininterrupto [de gás] aos consumidores europeus se isso puser em causa a segurança energética da Ucrânia”.

Esta manhã, a empresa estatal russa Gazprom anunciou que iria reduzir em 25 por cento o abastecimento de gás à Ucrânia, devido à falta de progressos na resolução do conflito energético que opõe os dois países. A redução é semelhante à anunciada ontem e, a concretizar-se, irá reduzir para metade o gás fornecido à Ucrânia.

Um conflito semelhante entre Moscovo e Kiev, no início de 2006, levou a Ucrânia a interromper o fluxo de gás russo aos países da Europa ocidental, que representa mais de um quarto do combustível importado pela UE.

Apesar de as duas empresas garantirem que, até ao momento, não se registaram quaisquer alterações no abastecimento de gás aos países ocidentais, a Naftogaz avisa que se reserva o direito a “adoptar medidas adequadas e assimétricas para proteger os seus consumidores” se a Gazprom “continuar a violar brutalmente os acordos técnicos entre os dois países”.

Confrontada com as preocupações da Comissão Europeia, a estatal russa assegurou hoje que as exportações para a UE não vão ser afectadas pela disputa com a Ucrânia e reafirmou que está disponível para retomar as negociações com Kiev.

A Gazprom reclama o pagamento de 600 milhões em dívida por parte da Ucrânia, relativos a combustível fornecido durante 2007. Numa recente visita a Moscovo, o Presidente ucraniano, Victor Iuschenko, chegou a acordo para o pagamento faseado da dívida, mas as negociações técnicas que se deveriam seguir foram sendo sucessivamente adiadas. A Gazprom recusa sentar-se à mesma mesa com a Naftogaz até que a dívida seja paga e o Governo ucraniano insiste que as discussões devem abarcar também a renegociação das taxas que o país cobra a Moscovo pela passagem do gás pelo seu território.

publicado por MMP às 17:04
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